Farinha proteica de rã-touro a partir de resíduos de abate

Tecnologia

Processo de obtenção de farinha a partir de subprodutos do abate de rã-touro e farinha assim obtida

Número da Patente

BR 10 2026 008587 1

Problema Resolvido

O crescimento da ranicultura comercial gera volume crescente de resíduos de abate (cabeças, patas, peles, vísceras e corpo adiposo), historicamente descartados ou subutilizados, causando impacto ambiental e desperdício de matéria-prima rica em proteínas e lipídios. Os processos existentes empregam temperaturas elevadas por longos períodos, degradando a qualidade proteica e a digestibilidade da farinha, ou não integram parâmetros adaptáveis à heterogeneidade dos subprodutos.

Solução Apresentada

Processo industrial integrado que compreende sanitização prolongada da matéria-prima, cocção e secagem em condições controladas de temperatura e geometria da massa (camada fina). O processo é adaptável à composição dos subprodutos, permitindo ajustar o perfil nutricional da farinha final. O produto apresenta alta digestibilidade, estabilidade microbiológica (ausência de Salmonella spp.) e elevado teor proteico.

Vantagens

  • Preservação da qualidade nutricional: uso de temperaturas moderadas durante a secagem, evitando desnaturação proteica e oxidação lipídica, resultando em farinha com alta digestibilidade.
  • Perfil nutricional ajustável: variando a proporção dos subprodutos (corpo adiposo, vísceras, peles, cabeças, patas), é possível obter farinhas com diferentes teores de lipídios, proteínas ou minerais para atender distintas espécies animais.
  • Segurança microbiológica garantida: o processo incorpora pontos críticos de controle (jejum pré-abate, descongelamento controlado, sanitização de equipamentos, secagem em temperatura eficaz) que assegura ausência total de Salmonella spp., conforme exigido pela legislação.

 

Aplicação

Setor de nutrição animal e processamento de subprodutos de abate, especialmente na fabricação de farinhas protéicas para rações destinadas à aquicultura (salmão, truta, traíra e a própria rã-touro) e para animais domésticos que requerem proteína animal na dieta. A tecnologia também se aplica à valorização de resíduos de frigoríficos, reduzindo descarte inadequado e promovendo o aproveitamento integral dos subprodutos.

T.R.L

Pesquisadores Envolvidos

Hugo José Moraes

Interessado nessa tecnologia? Entre em contato conosco!

Compartilhe

LinkedIn
WhatsApp
Facebook
X
Rolar para cima